Nem After Effects, nem Cinema 4D

Nem After Effects, nem Cinema 4D.

O que um motion designer realmente precisa dominar é a Direção de Arte e Design Gráfico. Deixa eu explicar.

Softwares são ferramentas. Ninguém é um designer por utilizar uma ferramenta. Afinal, ela pode ser qualquer uma e as ferramentas são de livre acesso para qualquer pessoa utilizar. After Effects e Cinema 4D são as ferramentas da vez, mas não são as únicas e provavelmente nem estarão aqui para sempre. Isso significa que, se por qualquer motivo elas deixarem de existir, você também deixará de ser um motion designer?

Por outro lado, se você sabe criar, você pode fazê-lo em qualquer ferramenta e plataforma. Lógico que umas são mais fáceis e intuitivas que outras, mas na realidade qualquer programa é capaz de te levar no resultado onde você quer chegar. Oras, e mesmo que não seja possivel através de softwares, que tal fazer manualmente?

Os 12 princípios da animação

Há várias e várias competências que um motion designer precisa dominar antes mesmo do software – o lugar onde ele vai executar suas ideias. Que tal começar com design gráfico? Eu acredito que Motion Design nada mais é do que Design Gráfico em movimento. Os mesmos princípios, leis e regras do design impresso se aplicam ao motion, com a adição de todo um conhecimento de animação derivado da animação clássica.

Design Gráfico > programas gráficos

De nada adianta ser um fera no Cinema 4D ou After Effects e ser ruim em design gráfico. Conhecimento sobre cores, tipografia, composição visual, hierarquia da informação, usabilidade, ilustração, tudo isso é o mais importante na hora de criar qualquer projeto gráfico que os programas que você utiliza. E não só isso, mas também noções de branding, semiótica e processos criativos são igualmente necessários pois o mercado hoje exige que o Motion Designer também crie além de simplesmente executar.

Essa é grande parte da questão. Nem sempre, ou cada vez menos, recebemos todas as diretrizes para executar nosso trabalho de motion. Agências e clientes estão cada vez mais delegando funções e esperando que os resultados contratados abarquem mais atividades e mais competências. O que isso quer dizer na prática? Que você, motion designer, precisa entender o cliente, seu público e seu posicionamento de mercado para definir todo o seu visual de modo a este atingir o objetivo da campanha publicitária em questão. Parece foda, né? E nada disso depende de software.

Então… que tal estudar mais de direção de arte e design gráfico antes de mergulhar em zilhões de tutoriais no YouTube? Para te ajudar, nós preparamos uma postagem com várias sugestões de livros para mergulhar no tema.

Boa leitura e bons estudos!

Os créditos das imagens pertencem às empresas detentoras dos direitos autorais  da sua identidade visual.

Sobre Dimitri Bastos

Designer gráfico freelancer atuando com Motion Graphics, 3D e ilustração, também professor e fundador da Academia Criativa. Nas horas vagas é aspirante a escritor e jogador de videogame. 😀 www.dimitribastos.com